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quinta-feira, outubro 20, 2011

Sobre a demo de Need For Speed: The Run


Foi disponibilizada na terça-feira a demo do próximo Need For Speed. Need For Speed: The Run será lançado no dia 15/11 (América do Norte) e conta a história de Jack Rourke. Informações escassas sobre o roteiro dizem que Jack deve muito dinheiro para as "pessoas erradas" e que tanto os policiais como a máfia querem a cabeça dele. A única saída é ele vencer a The Run, uma corrida ilícita com mais de 200 pilotos que começa em São Francisco e termina em Nova Iorque. Se ele vencer, ele recebe o prêmio de US$ 25 milhões.

Pois bem, o roteiro é de filme de ação pipoca (eu consigo imaginar facilmente um filme da franquia "Velozes e Furiosos" com esse tipo de roteiro), mas se tratando de um jogo de corrida é aceitável. Jogos de corrida nunca tiveram histórias brilhantes como ponto principal.

Christina Hendricks (Mad Men) como Sam Harper e Sean Faris (Never Back Down) como Jack Rourke

Todo o material de divulgação sobre o jogo - até o momento - se baseou no enredo do jogo. "Jack está marcado", "Jack presia vencer para sobreviver", "Jack isso", "Jack aquilo" e outras frases de efeito que impressionam mais garotos de 15 anos que realmente acham que um Peugeot 206 1.0 todo tunado consegue correr mais do que um Nissan Skyline R34 GT-R do que os "adultos" que cresceram jogando Need For Speed. E pra completar, a EA ainda me anuncia que o jogo terá Quick Time Events - o que deixou muita gente falando "Porra, é um Need For Speed, pra que eu vou sair do carro?" - Antes de prosseguir, gostaria de deixar um adendo: Não, eu não acho que os QTEs vão "destruir" o jogo. Inclusive acho que foi a melhor alternativa para dar continuidade no enredo de forma jogável.

Enfim, eu queria sentir o jogo antes de tirar conclusões, pois eu estava dividido, então aproveitei que a demo foi disponibilizada e fiz o favor de jogar. No geral, eu senti o jogo como sendo uma autêntica experiência Need For Speed, com três pontos importantes a serem destacados:
  • A física dos carros: Se você jogou os jogos mais antigos da série, você vai sentir certas familiaridades - e só. Apesar de ainda ser, essencialmente, um jogo de corrida arcade, o jogo está bem longe de ser o tipo de arcade que o Need For Speed: Hot Pursuit lançado ano passado. Você vai perceber que carros com o assoalho mais baixo, como um Audi R8, tendem a não ser tão rápidos e ficam mais difíceis de controlar quando estão correndo sobre a terra, enquanto carros "mais altos", como um Chevrolet Camaro, se dão melhor nesse tipo de terreno. Em compensação, quando você está sobre o asfalto, a figura muda totalmente, o que irá dar uma dinâmica legal ao jogo. Outra coisa que eu achei bem interessante, ainda sobre os terrenos: a primeira parte da demo toma lugar em uma região desértica, enquanto a segunda parte toma lugar em uma estrada totalmente congelada - e fechada. A física do carro na neve muda absurdamente em relação à física do carro no deserto: é mais fácil derrapar, frear muito tarde pode fazer você bater e, em certos pontos, o carro chega a perder velocidade (mesmo com você acelerando) por ter patinado. 
  • Os cenários: Confesso que o jogo, ao ver screenshots e vídeos, não me convenceu. O cenário parecia morto e mal feito. Assim, eu não tinha tantas esperanças sobre os gráficos do jogo - e isso foi bom, porque eu acabei sendo surpreendido. Ao ver o jogo rodando, eu pude perceber aspectos que eu não tinha percebido antes: reflexos nos carros, as texturas dos traçados, diferenças de iluminação. Não, isso não significa que o jogo é o mais bonito que eu já vi, porém é um jogo bonito de se ver, sim. O grande destaque foi, outra vez, a estrada congelada: a estrada está fechada pois existe o risco de acontecer uma avalanche. O que você faz para impedir que aconteça um desastre? Você fecha a estrada e causa a avalanche. Essa passagem começa com Jack olhando para a barreira de proteção dessa estrada. Seu carro está parado no acostamento quando, de repente, você ouve o barulho de um motor. Um Audi R8, de outro piloto que está competindo na The Run, entra na estrada, o que faz Jack voltar pro carro e descer a estrada enquanto as explosões acontecem e, literalmente, mais e mais pedaços de neve vão descendo montanha abaixo. Me atrevo a dizer que essa parte é uma das mais sensacionais que eu já vi em um jogo.
  • A inteligência artificial: Nunca tive do que reclamar com a série. Se existe um ponto forte em Need For Speed, esse ponto sempre foi a inteligência artificial dos pilotos. Eles são agressivos, tentam ultrapassar, erram freadas, espalham o carro pela pista, tentam se defender... E nesse jogo, em específico, uma coisa me chamou muito a atenção: alguns dos pilotos tentam, literalmente, te tirar da corrida. Eles jogam o carro pra cima de você, tentam te empurrar pra fora da estrada e afins. Simplesmente desafiador. (vale citar que existem 4 dificuldades na demo: Easy, Normal, Hard e Extreme - eu joguei na Normal, Hard e Extreme).
Mas nem tudo são flores. Existem horas que a Lamborghini LP550-2, disponível na demo, parece um tijolo. O carro não vira nem fodendo! Eu não conseguia acertar o traçado em uma linha reta. Além disso, o carro tem um freio extremamente agressivo: eu consegui baixar minha velocidade de 300km/h pra 80km/h como se fosse um carro de Fórmula 1. Mesmo que a intenção não seja ser "real", eles capricharam tanto no sistema de física do jogo que eu considerei isso uma falha - que dá para ser corrigida até o lançamento do jogo.

Um outro problema - mas esse já comum nos últimos NFS... - é o Autolog. Não a ideia, que é legal, mas os servidores. Se considerarmos que eu joguei as duas pistas em três dificuldades diferentes, eu joguei 6 vezes, correto? Dessas 6 vezes, minha conexão com o Autolog caiu 5 vezes. É um problema que, pelo visto, eles não vão corrigir tão cedo.

Agora, às perguntas que eu recebi enquanto jogava a demo (juro que não entendi porque o pessoal que me tem adicionado na PSN não entrou e baixou a demo também e ficaram me perguntando se o jogo tava bom):

O que você achou do jogo? É divertido?
Achei a demo "incompleta". Apesar de trazer duas corridas distintas - que já haviam sido disponibilizadas na E3 e na Gamescom - o jogo não trouxe nenhuma passagem de QTE, que é um dos pontos que mais chamou a atenção de todos - tanto positivamente quanto negativamente.

O que eu joguei da demo me agradou bastante. Ele tem um bom nível de dificuldade e é divertido. O que pega aqui é a questão do fator replay: não sei se o multiplayer dele será tão divertido quanto é o multiplayer do Need For Speed: Hot Pursuit. É esperar pra ver.

Dá para comparar com Driver: San Francisco?
Em alguns aspectos, sim. Ambos são jogos em que você dirige um carro e ambos têm um enredo por trás. Mas o enredo de Driver: San Francisco tende a me convencer um pouco mais, mesmo sendo sobre um cara que consegue "invadir" o corpo de qualquer ser vivo que esteja dirigindo. O enredo do NFS: The Run ainda não me convenceu.

Quanto à dificuldade, em Driver: San Francisco existe uma reclamação comum é a discrepância de dificuldade entre as missões: Algumas missões são extremamente fáceis, enquanto outras são extremamente difíceis. NFS: The Run já se mostrou mais equilibrado nesse aspecto.

Dá para comparar com outros jogos de corrida que saíram esse ano?
Depende. Se você quiser comparar com Forza 4, Shift 2: Unleashed ou F1 2011, esquece. Apesar de serem de corrida, todos são diferentes entre si. Agora, se você quiser comparar com Daytona USA - que será relançado via download digital semana que vem -, Driver: San Francisco ou MotorStorm Apocalypse, sim, o jogo é comparável.

A história é engolível?
A demo não deu muitos detalhes sobre a história. Pra você ter uma ideia, você aprende mais sobre o enredo do jogo se baseando em informações que estão na internet e em releases de imprensa do que pela própria demo.

Em uma escala de "ruim" a "imperdível", onde você colocaria o jogo?
Tendo jogado só a demo, eu classificaria ele entre "mediano" e "bom". O jogo é divertido e tem seus momentos, mas não dá pra ter noção do jogo completo só pela demo, principalmente porque não tem nenhum QTE. De todo modo, não acredito que o jogo completo escape dessa área em que eu coloquei a demo. ;)

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Need For Speed: Hot Pursuit


Graças à devida insistência do Gran Turismo 5, ontem eu comprei o Need For Speed: Hot Pursuit. E antes que perguntem: Não, não estou trocando meu jogo de corrida preferido por outro - apesar que ninguém mandou ficar nessa enrolação, certo?

Pois bem. Como eu queria jogar algo novo, resolvi dar uma chance ao Hot Pursuit. Liguei em várias lojas e comprei onde fizeram o melhor preço - Não direi o valor tampouco a loja. Então, direto ao que interessa: segue o meu review do Need For Speed: Hot Pursuit.

------------- APRESENTAÇÃO:


Vamos relembrar o que é o Hot Pursuit? Em outubro de 1998, a EA Games lançava o Need For Speed III: Hot Pursuit. O jogo, lançado apenas para PSOne e PC, foi o primeiro da série a envolver perseguições policiais e desenvolvido pela própria EA Games.

Apesar do jogo ter sido bem recebido pela crítica e jogadores em geral, tinha um grande obstáculo pela frente: o primeiro Gran Turismo, lançado 3 meses antes em território americano - que apesar de serem de estilos totalmente diferentes, acabavam partilhando o mesmo nicho de jogadores.


Fast forward: 2002 - 4 anos após o cenário apresentado anteriormente, era lançado o jogo Need For Speed: Hot Pursuit II. Dessa vez, o jogo foi lançado para GameCube, Xbox e PC (desenvolvido pela EA Seattle) e Playstation 2 (desenvolvido pela antiga Black Box, agora EA Canada).

Essa sequência, porém, foi meio obscura. Tanto que se você perguntar, mesmo em lojas especializadas, muitas pessoas acham que é o mesmo que saiu recentemente. Além disso, o jogo bateu quase que de frente com dois jogos despretensiosos lançados na mesma época: Burnout e Midnight Club.

A série Need For Speed voltou a brilhar em 2004, com o lançamento do Need For Speed: Underground. Desde então, todos os anos foram lançados jogos da série Need For Speed, mas nem todos com a mesma força do anterior: Underground 2 (2005), Most Wanted (2006), Carbon (2007), ProStreet e Undercover (2008) e o tão controverso Shift (2009).

 

Para 2010, enquanto a maioria aguardava uma possível continuação do Need For Speed: Shift - já anunciada como Need For Speed: Shift 2 Unleashed, para 2011 - eis que vem a declaração da EA: O jogo lançado em 2010 seria um novo Need For Speed: Hot Pursuit; e dessa vez o jogo seria desenvolvido por ninguém menos que a Criterion, responsável pelos jogos da série Burnout.

O jogo, lançado recentemente, recebeu vários elogios, recebendo notas como 9/10 (IGN) e 4.5/5 (UOL Jogos). Mas será que o jogo é tudo isso? Veja a seguir:

------------- GRÁFICOS:

 

Digamos que ele fica no meio termo: Não chega à (im)perfeição pregada por séries como Gran Turismo, Forza ou até mesmo o NFS: Shift. Se fosse para comparar com alguns outros games de corrida, eu compararia com os gráficos do GRID, DiRT, F1 2010 e - por que não? - do Burnout Paradise.

O jogo, apesar de tudo, está bastante colorido. Inclusive chegando a me incomodar em determinados momentos - nada que atrapalhe diretamente o andamento do jogo. Além disso, em determinados momentos fica difícil distinguir os carros que estão na estrada: você não sabe se eles estão vindo ou indo até eles estarem bem próximo - um problema do Burnout Revenge, no PS2, era justamente esse. E uma das coisas mais belas é o reflexo das luzes. Explico: Entre com uma viatura dentro de um túnel à noite. Só isso basta para você entender o que eu digo

Apesar de tudo isso, uma coisa que me deixou chateado foi o fato do jogo não rodar a 1080p.

------------- SOM:


Quando eu falo de som e Need For Speed, a primeira coisa que me vem à cabeça não é o som dos carros, e sim a trilha sonora. Lembro que, em todos os NFS que eu joguei (era pós-Underground) havia pelo menos uma música que eu gostasse. Dessa vez não foi diferente: Eu gosto de The Resist Stance (Bad Religion) e Ruling Me (Weezer). Só delas. Porém eu não me informei para saber se há um modo de criar uma "custom soundtrack".

Com relação ao som dos carros, mesma coisa do Need For Speed em geral: eles soam legais, mas ao mesmo tempo parecem ter o mesmo barulho. É difícil de explicar, mas eu não consegui sentir diferença de motor entre o Chevrolet Camaro SS e o Nissan 370z, por exemplo.

------------- JOGABILIDADE:

 

Até aqui, sem novidades: O jogo continua com o mesmo esquema arcade que a série sempre apresentou - com exceção do Shift. A diferença é que é notável o estilo Burnout da Criterion. Quer fazer um drift? Burnout style: freio + acelerador.

O bacana é que a jogabilidade varia de acordo com o carro. Os carros com o famoso "sangue europeu", como uma BMW M3 ou uma Maserati GranTurismoS são bastante estáveis no asfalto, enquanto carros como um Mitsubishi Lancer Evolution X ou um Subaru WRX são impecáveis offroad e em drifts.

O grande diferencial aqui é o Autolog: ao mesmo tempo que você joga, se tiver mais alguém da sua lista jogando, você recebe updates em real-time de pistas que seus amigos completaram e/ou seus recordes quebrados.

O jogo também apresenta um "Photo Mode". Quem jogou o Gran Turismo 4 - e já teve a sorte de jogar o 5... - não vai estranhar e com certeza irá se familiarizar rapidinho.

------------- ONLINE:


Não tive a oportunidade de testar os modos online com um amigo, só o Autolog... Então apelei para os desconhecidos! Em uma rápida busca, achei uma sala com 3 pessoas jogando o modo Race. A corrida fluiu bem, sem lags. Mas, como todo jogo de corrida, ele também sofre de um problema online: As pessoas que jogam. Alguns jogadores são uns babacas, literalmente: Além de não correrem, simplesmente... Atrapalham.

------------- FINALIZANDO:


Como todo Need For Speed, o jogo vai ficando mais difícil aos poucos. Os gráficos, apesar de estarem longe da perfeição, são bonitos e o som continua sem seus grandes trunfos.

A série Need For Speed, apesar de manchada ao longo dos tempos, conseguiu se reerguer. Não sem antes dar o braço a torcer e cair nas mãos da softhouse que produz o jogo de corrida arcade mais divertido da época: a Criterion. Como sempre, o que eles priorizam é a diversão - e dessa vez não foi diferente.

------------- ONE MILLION CHALLENGE:

OH SNAP: Antes que eu me esqueça, a EA Games lançou um desafio, junto com a Criterion.

Se o trailer de lançamento atingir a marca de 1.000.000 de visualizações até o dia 12/12, eles vão liberar três carros como DLC: um Bentley Continental Supersports Convertible, uma Lamborghini Murciélago LP 650-4 Roadster e um Dodge Viper SRT10 Convertible Final Edition.

Você pode ver o trailer aqui no blog mesmo...



...ou, se preferir, assistir no Youtube, clicando aqui.

[UPDATE] - 05/12/2010 - 9h53 AM

Após 19 horas e meia de jogo, eu terminei o NFS Hot Pursuit. Dessas 19 horas de jogo, eu passei pelo menos 3 horas jogando online com o Vinícius (@v_fox), portanto, o jogo é extremamente curto - para se ter uma ideia, eu terminei o Burnout Paradise com + de 35 horas.

Enfim, eu ainda preciso completar 100%, o que não julgo tão difícil. Vamos ver em quanto tempo eu platino o jogo :)